estes sonhos escuros,
sempre sem sentido.
imagens embaralhadas.
desfocadas. assustadoras.
é tão.. comum, acordar.
sem fôlego, com um grito
preso na garganta.
não sei porque ainda
me surpreendo, mesmo
depois de tanto tempo.
tanto tempo.
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março 3, 2010 § comentar
estes sonhos escuros,
sempre sem sentido.
imagens embaralhadas.
desfocadas. assustadoras.
é tão.. comum, acordar.
sem fôlego, com um grito
preso na garganta.
não sei porque ainda
me surpreendo, mesmo
depois de tanto tempo.
tanto tempo.
março 3, 2010 § comentar
poderia morrer esta noite.
já estou tão distante,
que não sinto nada
me prender a este lugar.
meu corpo está entorpecido,
e minha mente perdida.
de repente tudo mudou
e eu não consigo entender.
porque?
setembro 2, 2009 § comentar
os gritos silenciosos que esses
móveis já ouviram
as gotas translúcidas de desespero
que lavaram essas paredes
cada noite solitária, desejando
que não amanhecesse.
a angústia impregnou-se
em cada cômodo e essa casa
trancou-se em meio a escuridão
assim como o coração que aqui ficou.
abandonado.
julho 13, 2009 § comentar
procuro uma certa flor
num jardim infinito
que com seu veneno
me promete o esquecimento.
angústia.
junho 25, 2009 § comentar
entregar-se as lágrimas
um labirinto de altas paredes
profundo, assim como
o sombrio abismo que
cerca as saídas. saídas.
ilusões, sonho, mentira.
há diferença? faz diferença?
junho 3, 2009 § comentar
será sempre assim?
um jardim de rosas
sempre no inverno,
sem nenhuma flor.
apenas os espinhos
os galhos secos e
o frio sem fim que
me envolve num manto
tão protetor, tão cômodo.
eu realmente acredito
que é a única opção.
e não é?
maio 8, 2009 § comentar
sede toma conta de mim
o veneno se mistura ao ar
sem controle sobre mim
como manter a consciência?
como acreditar em razão?
tudo o que acontece é vazio.
sobrevivi?
não há mais ninguém,
todos foram-se,
salvação egoísta.
ruínas.
agora que tudo é perfeito,
inexiste a presença humana.
sobrou eu e vazio, o vazio e eu.
abril 27, 2009 § comentar
eu vi, apareceu para mim
nas luzes coloridas da madrugada
eu estava viajando,
mesmo assim uma explosão
tomou conta de mim.
incontrolável.
nas luzes coloridas da madrugada.
abril 17, 2009 § comentar
a vida é apenas um sonho.
é apenas eu sem nada,
desejando por mais e mais.
me dê mais. quero mais.
porém, quem disse que
podemos controlar nossos
próprios sonhos?
me dê vida, luz, esperança
tudo aquilo que me falta
nesse beco escuro, sem saída
é triste. é errado. não tem fim.
é apenas um pesadelo.
março 9, 2009 § comentar
esse sou eu num palco
sob a luz dos refletores
exposta, sou apenas nada.
a verdade me destrói.
uma mente em branco,
um corpo sem ação
que por instinto foge.
no escuro, um mundo
inteiro se esconde:
meu mundo, meu lugar.
mas os refletores,
eles nunca pagam.
fazem e fazem questão
de expôr, mostrar o
nada que eu sou.
e eu tento, sem sucesso
(sempre sem sucesso)
encontrar o mundo que perdi.